Foi na crença de que seria suficiente ter "riquezas naturais exuberantes e grande capacidade de crescimento" que o país não consegue ser tão desenvolvido quanto países que se dedicaram ao desenvolvimento de tecnologias capazes de acrescentar valor à matéria prima. Uma das preocupações dos colonizadores dos Estados Unidos da América, por exemplo, foi de criar uma estrutura educacional em condições de capacitar mão-de-obra e de pesquisar. Isso ajuda a explicar a riqueza desse país. O investimento em capital humano e em tecnologia, neste país, não teve (e não tem) suficiente prioridade cedendo espaço para encaminhamentos imediatistas para a erradicação da pobreza. Há uma característica infeliz no sistema educacional brasileiro: a priorização da informação em detrimento da capacidade de resolver problemas. Não se vê, no sistema educacional brasileiro, a preocupação pelo treinamento voltado à adequada definição de problemas, busca e organização das informações e o inteligente encaminhamento de soluções. As escolas se limitam a fornecer informações para serem memorizadas e pouco adestramento.
